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Oração - Capítulo 4

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Oração
 
4. Um "modelo" de oração

  4.1 - A oração do Senhor

Existe um modelo de oração? Existe. É o "Pai nosso", a oração do Senhor. O Senhor nos ensinou como devemos orar:

Mateus 6: 9-13: Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a tua vontade, como no céu, também na terra; o pão nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.

Se o Senhor nos ensinou como, e nos disse que palavras deveríamos dizer, por que razão as igrejas hoje desprezam esta oração? Alguns dizem que o "Pai nosso" fica decorado e se torna reza. Pode ser que sim. Mas a culpa, então, será da pessoa que ora o "Pai nosso" sem meditar, só de boca, e não da oração nem do Senhor que a ensinou. E o certo seria ela corrigir-se, orando o "Pai nosso" com consciência do que está fazendo, meditando em cada palavra que o próprio Senhor nos ensinou.

Ao invés de fazer isso, muitos cristãos não gostam de fazer a única oração que o Senhor nos mandou fazer, dizendo: "Vós orareis assim...".

Alguns evangélicos evitam a oração do "Pai nosso" e mesmo zombam dos cristãos que a fazem, pois a chamam de reza e a associam com a Igreja Católica. Nas igrejas de hoje , muitas pessoas parecem achar que suas próprias palavras são melhores do que as palavras que Deus nos ensinou e ordenou.

4.2. Particularidades da Oração do Senhor

Há correspondências espirituais na oração do Senhor, como acontece com toda a Palavra. A oração do Senhor, o "Pai nosso", contém, em seu significado espiritual, todas as coisas da vida e do culto: o reconhecimento de Deus e da santidade do Seu Humano (o Nome de Deus); a submissão ao governo dEle em nossas vidas; a dependência nossa pelo sustento que Ele nos provê; a súplica pelo perdão, ao mesmo tempo que nos lembra do amor ao próximo, perdoando-o também; o livramento do mal e a confissão final de Sua grandeza.

Todas as nossas necessidades espirituais e materiais estão representadas no "pão nosso de cada dia", que o Senhor nos dá no momento certo, o "hoje", sem deixar faltar nada do que realmente precisamos.

Ela fala de tudo, menos de uma coisa, que fica a cargo do homem fazer e que Deus, educadamente, não obriga: o agradecimento.

Como vem diretamente da boca do Senhor e da Palavra, ela tem um sentido interno. Por causa dessa correspondência, quando esta oração é feita com sinceridade, há comunicação com os céus e o Senhor, porque, enquanto o homem pensa no "pão", mesmo o pão material, os anjos que estão presentes e oram juntos pensam no bem que é representado pelo pão. Desta maneira, o homem da Igreja e os anjos do céu estão em comunhão pela oração. Ao passo que a oração feita com nossas próprias palavras não tem essa correspondência e não pode, por conseguinte, produzir a mesma comunicação espiritual.

4.3. A oração com nossas próprias palavras

Mas, ao nos ensinar a oração perfeita, o Senhor não nos proibiu de orarmos outras orações tiradas da Palavra, como nos Salmos, e até de orarmos com nossas próprias palavras, embora saibamos que elas não serão perfeitas. No culto público, porém, damos preferência à oração do Senhor, porque ela envolve todas as necessidades e todos os estados de todos os membros presentes.

A oração com nossas própras as necessidades e todos os estados de todos os membros presentes.

A oração com nossas próprias palavras deve ser feita de preferência em particular, "no oculto", porque é quando queremos expressar mais coisas do que poderíamos fazê-lo em público, abrindo nossos corações a Deus de maneira completa, o que seria impossível ou inconveniente fazê-lo na presença de outras pessoas.

Portanto, além da oração do Senhor, podemos fazer orações com nossas palavras, se assim o desejarmos, mas sabendo que:

a) deve ser em palavras reconhecíveis.

Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. (1 Cor. 14:14)

b) não devemos ser repetitivos, porque Deus nos ouve não é pela insistência de nosso falar.

Mateus 6:7 E, orando, não useis de vás repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos

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Atualização: Outubro, 2013 - doutrinascelestes@gmail.com -