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Estudo Bíblico "A Escritura Santa" - Parte 3.5 - O Livro de Ezequiel
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Parte 3 - Livros do Antigo Testamento

Capítulo 36- O Livro de Ezequiel

36. História do Livro de Ezequiel

36.1- Ezequiel, o profeta, era filho de Buzi e de uma família sacerdotal, ou seja, da tribo dos descendentes de Levi, que tinham recebido do Senhor a missão eclesiástica na nação israelita.

36.2- Ezequiel nasceu numa aldeia chamada Seresa, no reino de Judah. Aparentemente, ele tinha 30 anos de idade quando houve o primeiro ataque do rei Nabucodonosor, da Babilônia, contra Jerusalém. Isto se passou por volta do ano 599 antes de Cristo. Esse rei caldeu destruiu Jerusalém, incendiou o templo e saqueou a riqueza que ali havia. Também levou para o cativeiro três mil moradores de Judah, a maior parte deles sendo os príncipes e os líderes, os mais instruídos e os mais ricos. Deixou na terra somente as pessoas muito pobres, que ficaram vivendo fora das cidade. Isto se passou no reinado de Jeoiaquim, e Ezequiel estava entre esses que foram levados para o cativeiro babilônico. Foi morar perto do rio Chebar (Quebar), na Mesopotâmia, sob o domínio dos caldeus.

36.3.- Quase cinco anos depois, em 595 a.C., Ezequiel foi agraciado com o dom de visões proféticas e chamado pelo Senhor para levar a mensagem Divina ao Seu povo, missão à qual se dedicou até o ano 570 a.C. aproximadamente.

36.4- Na Babilônia, mesmo sendo cativos, os judeus desfrutavam de certa liberdade, especialmente a liberdade de culto ao seu Deus, JEHOVAH, e de praticar as cerimônias do culto como faziam em Jerusalém. Podiam até se governarem a si mesmos segundo suas leis e costumes. Apesar disso, o povo não se interessava pelo o culto do Senhor, continuando a viver em sua descrença e a praticar as impiedades de antes, quando viviam em sua própria pátria. Era para esses, principalmente, que Ezequiel dirigia as mensagens recebidas de Deus.

36.5- O profeta admoestava, chamava a atenção para a responsabilidade do povo perante o seu Deus, mas também procurava transmitir confiança e coragem. Ele lhes falava de uma época futura, quando a nação de Judah seria restaurada e o templo seria reconstruído, um templo novo, magnífico, onde poderiam voltar a prestar culto ao Senhor, como outrora. E Ezequiel tinha visões dessa época futura e visões do templo, da época em que o Senhor iria trazer de volta a glória de Judah.

36.6- Ezequiel continuou a profetizar durante mais de 22 anos, transmitindo as profecias Divinas não só aos judeus, mas também aos povos de várias nações em redor. E uma das lições que podemos destacar nas profecias de Ezequiel é a que diz respeito às responsabilidades. Em várias passagens, os ensinamentos desse profeta nos chama a atenção para os deveres de todos e cada um, seja o pai ou o filho, o bom ou o mal, o sacerdote ou o leigo; cada um é responsável por seus atos diante de Deus.

 

36.7- O LIVRO DE EZEQUIEL

36.7.1- O livro de Ezequiel é uma obra densa e completa. Tem um estilo particular, uma veemência, que o distingue dos outros profetas maiores. Sua obra tem sido dividia por muitos escritores em duas partes: uma, que vai até o capítulo 39, e a outra, com os 9 capítulos finais, que foram considerados como um livro distinto. Esta divisão é possível, pois na primeira parte prevalecem as profecias, cheias de ameaças e flagelos terríveis, morte e ruína. Há visões a respeito da destruição de reinos, quadros da corrupção universal e da triste sorte de Israel. Mas, do 40º capítulo em diante, surge o novo templo diante dos olhos espirituais do profeta; em espírito, ele vai à nova Canaan, mede a cidade para os seus novos habitantes; ordena sacrifícios e cerimônias festivas, falando, em suma, de um futuro de renovação e de paz.

36.7.2- Todo o livro de Ezequiel tem 48 capítulos e 1.273 versículos.

 

36. 8 - Assuntos do Livro de Ezequiel

Cap.1- Visão que teve Ezequiel junto ao rio Quebar. Uma semelhança de quatro animais, cor de âmbar, com rostos, pés e aparência de e homem. Tinha asas e movimentava-se; tinha rodas e seu ruído era como o de muitas águas.

Cap.2- A visão fala Ezequiel, que é enviado aos filhos de Israel e às nações rebeldes, quer eles ouçam ou não. E deu-lhe um rolo de livro escrito por dentro e por fora.

Cap.3- Ezequiel comeu o livro e em sua boca era doce como mel. E foi enviado ao povo, mas o povo não lhe deu ouvidos.

Cap.4- E mandou-lhe tomar um tijolo para representar por meio dele o ouro de Jerusalém. Mandou-lhe deitar-se sobre ambos os lados, por determinado número de dias; comer uma certa quantidade de comida e de água; e um bolo feito com esterco para representar a contaminação.

Cap.5- E, raspando os cabelos, pesar deles uma parte, uma parte queimar e outra parte espalhar ao vento, para representação da maldade de Jerusalém. É dito que parte do povo morreria de peste, parte de espada e parte seria espalhada.

Cap.6- Profecia contra os montes de Israel. Os altares seriam quebrados e os ídolos destruídos; o Senhor seria reconhecido; a terra seria assolada mais do que o deserto.

Cap.7- Que viria o fim e o juízo; o furor do Senhor seria derramado sobre Israel, de quem o Senhor não teria piedade. Tudo estava pronto para o fim. Seria entregue nas mãos de estranhos; a miséria viria sobre eles.

Cap.8- Ezequiel é conduzido em espírito à porta de Jerusalém e lá vê os ídolos; vê mulheres chorando diante de um ídolo e vê outras idolatrias e abominações. Por isso o Senhor procederia com furor.

Cap.9- O Senhor dá ordem para que se marque com um sinal as testas de todos os que lamentavam a idolatria, mas que os outros fossem mortos à espada.

Cap.10- Repete-se a mesma visão junto a Quebar: uma semelhança de quatro animais, com rodas, asas e aparência de homem. Mas dessa vez ele é mandado tirar brasas de entre as rodas e espalhá-las pela cidade.

Cap.11- O Espírito leva Ezequiel a ver príncipes que maquinavam vilezas e ensinavam enganos. Promessa que o Senhor fez de restaurar a terra, trazendo os que se dispersariam.

Cap.12- O Senhor manda que Ezequiel se mude de casa e leve seus móveis de uma certa forma que representa o estado do cativeiro, para que o povo compreenda, embora seja de casa rebelde.

Cap.13- Palavra contra os falsos profetas que seguem o seu próprio espírito, tendo visões falsas, dizendo que o Senhor fala. Por isso o Senhor será contra eles. Também contra as profetizas que mentem; o povo seria liberto delas.

Cap.14- Contra os idólatras. O Senhor manda que se convertam e se apartem dos ídolos. Fala sobre como a terra seria julgada sem esperança de salvação, nem por intercessão de Noé, Daniel e Job.

Cap.15- Fala a respeito da vara da videira que só serve para o fogo e depois se torna carvão inútil. Comparada a Jerusalém.

Cap.16- Da infidelidade de Jerusalém; ela foi como filha rejeitada. O Senhor a achou, criou e susteve. Quando se viu bela e ornada, prostituiu-se, fazendo pior do que as prostitutas, pois que pagava seus amantes. O castigo que viria sobre ela.

Cap.17- Parábola das duas águias: uma vai ao Líbano e leva a ponta de um cedro que, plantada, cresceu e se fez videira. A outra destruiria essa videira, Depois é explicada que isto se trata do cativeiro na Babilônia.

Cap.18- Sobre o provérbio dos pais que comeram uvas verdes e os dentes dos filhos é que embotam. O Senhor fala sobre a responsabilidade de cada um, que é pessoal. Israel acha que o caminho do Senhor não é direito, mas o Senhor diz que não se apraz com a morte do perverso.

Cap.19- Parábola da leoa cujos leõezinhos se tornam assassinos e por isso seriam cativos. Também fala da videira arruinada, arrancada com furor e agora plantada no deserto.

Cap.20- Os anciãos vêm consultar o Senhor e lhes é dito que devem considerar as abominações dos seus pais. O Senhor fala como eles se rebelaram, e por isso derramara sobre eles o furor. Sacrificaram a outros deuses, mas o promete reconduzí-los à terra.

Cap.21- Sobre a espada do Senhor, que foi afiada e estava pronta para agir, vindo da Babilônia. Profanaram e perverteram, por isso seriam reduzidos à ruína.

Cap.22- Palavra contra as abominações de Jerusalém, que derrama o sangue em seu meio e se contamina com seus ídolos. Os príncipes fazem o mal e se corrompem; seriam dispersos.

Cap.23- Fala de duas meretrizes: Oolá e Oolibá, que são Samaria e Jerusalém: ambas caíram na prostituição com outras nações, após deixarem o Senhor. Menciona-se a natureza de sua perversão; o mal que adviria a Jerusalém como viera a Samaria.

Cap.24- Parábola de uma panela posta no fogo, mas sua ferrugem não sai, nem que se torne incandescente. Morre a mulher de Ezequiel e sua lamentação é tomada para ensinar ao povo a palavra do Senhor.

Cap.25- Palavra aos filhos de Amon, sobre o castigo que viria sobre eles, pois tiveram prazer na ruína de Israel. Palavra contra Moabe, pois que igualou Israel a outras nações. Contra Edom, porque se vingou de Israel. Contra os filisteus, porque usaram de vingança contra o despojo.

Cap.26- Contra Tiro, que disse "ha! ha!" no tocante a Jerusalém; seus muros e torres seriam destruídos; seriam um enxugadouro de redes e seus filhos morreriam à espada. Nabucodonosor a pisaria com seus cavalos. Cairia, e as ilhas do mar estremeceriam com o estrondo.

Cap.27- Lamentação sobre Tiro, que se disse perfeita em sua formosura. Seus barcos e suas riquezas seriam reduzidos a silêncio no meio do mar.

Cap.28- Profecia contra o rei de Tiro, que se elevou em seu coração e se disse deus; por isso viriam estranhos sobre ele e manchariam seus resplendor. Fala da sabedoria e do fausto dele no Éden. Por causa de sua profanação, tornar-se-ia em cinza sobre a terra.

Cap.29- Profecia contra o Egito; chama Faraó de grande dragão que repousa no meio do rio dizendo ser o rio dele. Ficaria no deserto, bem como todo peixe do rio. Os egípcios seriam dispersos mas depois de 40 anos retornariam.

Cap.30- Profecia contra o Egito. Uma espada viria ao Egito. Seria assolado e incendiado por Nabucodonosor. O Senhor destruiria seus ídolos.

Cap.31- Outra profecia contra Faraó, em sua grandeza comparado à Assíria: era um cedro que cresceu e se elevou com a chuvas; como se elevara, o Senhor o entregaria na mão de nação poderosa.

Cap.32- Novamente, palavra acerca de Faraó: sua carne ficaria sobre os montes e a terra seria regada com o seu sangue vindo contra ele a espada do rei da Babilônia.

Cap.33- O ofício do verdadeiro profeta. Cumprindo sua missão de avisar o povo acerca do perigo, não seria responsabilizado se alguém morresse à espada. Mas se não o fizesse, o sangue daquele que morresse seria cobrado de sua mão.

Cap.34- Profecia contra os pastores de Israel, dos que apascentavam a si mesmo e beneficiava-se da gordura e da lã do rebanho, dispersando as ovelhas. O Senhor estaria contra eles; o Senhor mesmo buscaria suas ovelhas e as reuniria de diversas nações.

Cap.35- Profecia contra o monte Seir; as cidades seriam assoladas, os montes cheios dos trespassados, porquanto se alegrara com a herança da casa de Israel, porque foi assolada.

Cap.36- Profecia aos montes de Israel. O Senhor levantou a sua mão, para que os gentios levem o seu opróbrio sobre si mesmos. Mas o Senhor estaria com os montes de Israel, onde se multiplicariam os homens. A restauração de Israel.

Cap.37- Visão que Ezequiel teve de um vale de ossos secos. Profetizou sobre eles e foram feitos homens viventes. Refere-se aos filhos de Israel que seriam tomados de entre as nações e congregados na sua terra.

Cap.38- Profecia contra Gogue. O Senhor seria contra ele e o faria voltar e ser levado com todo o seu exército.

Cap.39- Continua a profecia contra Gogue: seria desarmado. Os habitantes de Israel sairiam e totalmente o queimariam. Gogue seria sepultado em Israel.

Cap.40- Visão de Ezequiel, olhando de um altíssimo monte, a respeito do templo e de suas várias dimensões, segundo a medida de cada aposento.

Cap.41- Continua a descrição do templo e suas dimensões.

Cap.42- Continua a descrição do templo e suas dimensões.

Cap.41- Continua a descrição do templo e suas dimensões.

Cap.42- Continua a descrição do templo e suas dimensões.

Cap.43- Continua. Acrescenta-se a descrição do altar. O Senhor lhe manda informar ao povo a forma da casa e as suas leis, e fala acerca dos estatutos.

Cap.44- Visão da porta do santuário. Profecia contra a casa de Israel, que profanara e invalidara o concerto do Senhor. Fala dos levitas que se tornaram sacerdotes de ídolos; mas os de Zadoque entrariam no santuário.

Cap.45- Fala da terra a ser repartida: uma parte seria reservada ao templo. A lei do Senhor seria observada na terra. Das leis que deveriam ser observadas.

Cap.46- Continua falando a respeito das leis; instruções a respeito do príncipe e da atitude do povo. As festas e os rituais.

Cap.47-Dá outras instruções; faz Ezequiel passar pelas águas até não ter mais vau, pois eram águas profundas. Essas águas iriam até o mar e o vivificaria. Em suas margens se produziriam frutos em abundâncias.

Cap.48- São descritos os limites das doze tribos de Israel e uma parte é separada para possessão dos levitas. Cada tribo teria a sua porção.

 

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Avaliação do Capítulo 36

1- Em que época Ezequiel começou a profetizar?

2- Qual são os temas principais de seu livro?

3- Que eventos históricos passavam-se em Judah na época de Ezequiel?

4- Comente o capítulo 33, explicando a responsabilidade que temos para com os que ignoram a Palavra.

 

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Atualização: Outubro, 2013 - doutrinascelestes@gmail.com